» » Sem muito interesse dos russos, Copa começa com expectativa de bons jogos


Moscou — Quando a bola rolar entre Rússia e Arábia Saudita, às 18h no horário local de Moscou, o país-sede terá dado o pontapé inicial para a Copa do Mundo mais cara da história. Um filme parece se repetir a cada quatro anos no “planeta bola”, desde 2010, na África do Sul, passando pelo Brasil, em 2014: rombos no orçamento, uso indiscriminado de dinheiro público e pressa para entregar estádios que terão pouca utilidade no futuro. Só um componente diferencia a edição do evento na Rússia: a falta de interesse da população com o Mundial.

A quinta-feira de abertura da Copa não é feriado em Moscou, diferentemente do que ocorreu no Brasil em 2014. É bem provável que o metrô da capital esteja lotado por uma legião de moscovitas voltando para casa, sem ligar muito para o jogo no estádio Luzhniki. O futebol até é um esporte popular entre os russos, mas está bem longe de ser uma paixão nacional. Na terra dos czares, a Olimpíada de Inverno é mais importante e tem mais audiência do que a Copa do Mundo. Também pudera: a seleção de russa de futebol ocupa a 70ª posição no ranking da Fifa.
Mesmo assim, o governo de Vladimir Putin não poupou esforços e dinheiro público para receber o Mundial. No último orçamento divulgado pelo Comitê Organizador Local, em mais uma revisão para cima, a estimativa era de 683 milhões de rublos — cerca de R$ 40,5 bilhões. São quase R$ 10 bilhões a mais do que o Brasil gastou em 2014, em valores corrigidos. E a conta deve ser maior. De acordo com o grupo de mídia independente RBC, um dos raros a contestar o Kremlin, os gastos podem chegar a 883 milhões de rublos (R$ 52,3 bilhões).
Entram na conta o Aeroporto Internacional de Platov, o mais caro da Rússia, por R$ 3 bilhões. Tudo isso para atender à cidade de Rostov e seus 30 mil habitantes. Já a Arena Zenit, em São Petersburgo, custou cerca de R$ 5 milhões e ficou marcada por infiltrações e pontos-cegos, mas ao menos terá alguma utilidade posterior. Diferentemente das arenas nas cidades de Sochi, Saransk, Nizhny Novgorod, Kaliningrado e Volvogrado, que sequer possuem times na primeira divisão do Campeonato Russo. Cuiabá, Manaus e Natal mandam lembranças.
Russos não fazem protestos
Apesar dos gastos excessivos, nenhuma manifestação toma conta das ruas — até porque é preciso de autorização especial para fazer passeatas. A população ignora o Mundial duplamente: nem euforia diante dos jogos, nem revolta diante dos gastos. Só nesta semana, com a proximidade da abertura e a chegada dos turistas, é que o país ganhou algum clima de Copa. Entretanto, tudo parece morno e restrito aos lugares turísticos. O álbum da Copa está encalhado nas bancas, aparelhos de TV não estão na promoção e há quem imagine que o Mundial só começa no mês que vem.
Durante a semana, Putin foi questionado sobre a organização da Copa e confessou em coletiva que “é claro que gastamos muito dinheiro”. O governo russo tem sofrido com bloqueios econômicos e com a queda do preço do petróleo, por isso apostou no Mundial para voltar a crescer. Porém, como o país possui baixas taxas de desemprego e inflação, o povo russo não está nem aí para os gastos. É pouco provável que os anfitriões avancem para as oitavas. Então, se a Rússia ganhar da Arábia Saudita, hoje, já terá sido uma grande vitória.
R$ 40,5 bilhões
Custo aproximado da Copa do Mundo da Rússia, de acordo com o Comitê Organizador Local
30 minutos
Tempo que deve durar o show de abertura, antes da partida entre Rússia e Arábia Saudita
Promessa de ótimos jogos 
Apesar do clima notavelmente morno nas ruas de Moscou e nas outras cidades-sede, tudo indica que dentro de campo a temperatura do Mundial será bem diferente. Os ingressos estão esgotados, a Copa começa com favoritos em boa fase e com diversas seleções bem organizadas, que podem surpreender nas fases eliminatórias. Além disso, será o primeiro Mundial da história com a utilização dos árbitros de vídeo (VAR).
Candidatas ao título em 2014, Brasil, Argentina, Alemanha e Espanha seguem liderando as apostas. O Brasil se recuperou da tragédia do 7 x 1 e chega à Rússia com 84% de aproveitamento com o técnico Tite. A Argentina se classificou no sufoco, mas conta com o provável último Mundial de Lionel Messi. A Espanha demitiu o técnico Julen Lopetegui e anunciou Fernando Hierro a dois dias da estreia, mas ainda possui um grande elenco. E a Alemanha, atual campeã, é sempre a Alemanha.

Sem Itália e Holanda, ao menos a Copa de 2018 terá uma seleção francesa recuperada e embalada pelos craques Mbappé, Griezmann e Dembélé. Uruguai e Inglaterra também correm por fora, enquanto os belgas vêm mais otimistas do que nunca. E, claro, Portugal tem Cristiano Ronaldo.

Já a equipe de arbitragem da Fifa se prepara para dominar o sistema de vídeo que estreará em Mundiais. O prognóstico da entidade é que o uso da tecnologia será pontual, apenas diante de erros graves, e em pouco tempo. Mas há dúvidas e apreensão. Várias seleções tiveram palestras com árbitros para entender o sistema. 


Fonte: SuperEsportes

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