» » Professora usa esparadrapo para calar crianças em sala de aula

 “Vó, a tia colou minha boca com fita porque eu estava falando muito. E eu fiquei muito triste porque os meus amiguinhos todos riram de mim. E doeu muito quando ela tirou a fita, antes de eu sair da escola”. Essa foi a queixa que Noemi, 4 anos, fez para a avó, ao chegar da escola onde ela estuda, em Jandira, São Paulo (SP), ao chegar em casa, segundo depoimento postado pela mãe da menina, Jéssica Araújo, em seu perfil no Facebook. Indignada, ela registrou a ocorrência em uma delegacia próxima da casa delas e levou a criança para um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). 
A mãe contou que Noemi estava com marcas de cola na boca. O caso aconteceu na última quinta-feira, 30 de agosto, na Escola Francisco Tavares de Oliveira, no bairro Jardim das Margaridas. “Imaginem como eu e o pai dela ficamos. Quem me conhece sabe que eu sou explosiva e que calma não é meu forte. O pai dela, é a mesma coisa, ainda mais nessa situação”, escreveu Jéssica. “Para mim, não importa o motivo pelo qual ela fez isso. Não me interessa mais porque nada do que minha filha fizesse daria a ela o direito de colar com fita adesiva a boca de uma criança de 4 anos. No caderno, não tem nenhum bilhete sobre mau comportamento da Noemi. Se ela estava indisciplinada, eu, que sou mãe dela, iria corrigir e educar”, disse a mãe.
Jéssica disse ainda que conversou com outras mães da escola, que disseram ter passado por situações parecidas. “Discutindo o assunto com essas outras mães, com filhos que estudam na mesma sala, descobrimos mais algumas coisas, como, por exemplo, que a "tal da professora/tia Val" come coisas na frente das crianças e não dá para eles”, acusou. “Estou horrorizada”, disse. A mãe relatou ainda que a filha, Noemi, chorou pedindo para que ela não fosse falar com a professora, para que ela não fosse mandada para a diretoria. Em seu perfil nas redes sociais, Jéssica postou vídeos de outras crianças falando sobre essa prática da professora.
Ao ir até a escola para conversar sobre o ocorrido, a mãe alegou que a diretoria disse não estar ciente do caso, mas que, mais tarde, tentou explicar, dizendo que o fato fazia parte de uma recreação, “com atividades para ensinar os alunos respeitarem outras crianças que têm deficiência”. Segundo Jéssica, a escola afirmou que a ideia da atividade era fazer com que os alunos vivessem a experiência de ter uma deficiência, no caso ser mudo quando estivessem com o esparadrapo, para assim, ter mais empatia no futuro com pessoas nessa situação. No entanto, ela não acreditou. “Mesmo porque a boca dela está machucada e ela e os amiguinhos falaram que a professora disse que a Noemi ia ficar com a boca tampada porque estava falando muito e que tinha que ficar quietinha”.
Em entrevista à Crescer, Jéssica afirmou que apesar de ter sido bem tratada pela equipe da escola, os funcionários agiram como se ela estivesse "fazendo tempestade em copo d'água". "Quando eu soube do que aconteceu nem dormi de noite, mas ainda não me deram oportunidade de falar diretamente com a professora" afirmou. "Nesta terça (4) ainda levei minha filha para aula, mas ela não quer ir mais. Vou ver se ano que vem consigo pagar uma escola particular". 
Nas redes sociais, Jéssica postou uma foto da pequena pronta para ir à escola e escreveu: “Ainda agora perguntou se a professora ia estar lá e disse que estava com medo de ir. Eu falei que não, que seria outro professor. Ela falou que estava com dor de barriga”, contou.
A POSIÇÃO DA ESCOLA
CRESCER entrou em contato com a Prefeitura de Jandira (SP), que enviou uma nota em resposta:
“A Prefeitura de Jandira informa que tomou conhecimento do caso na sexta-feira (31/08) e, após apurar a informação junto aos familiares da criança e funcionários da escola, imediatamente afastou de suas funções a servidora envolvida. Contra a funcionária será aberta uma sindicância interna para apurar responsabilidades.
A Prefeitura ressalta que é radicalmente contra esse tipo de atitude, e que a prática é totalmente oposta aos princípios defendidos pelos professores, pelos gestores da Secretaria de Educação e por esta Administração Municipal.
A Secretaria de Educação reforça que sempre oferece cursos, oficinas e treinamentos junto aos educadores, para que não ocorram situações como esta nas escolas municipais. Cabe informar também que a Secretaria de Educação está prestando todo apoio aos pais e à criança, que permanecerá frequentado a escola.
A Prefeitura está à disposição para outros esclarecimentos pertinentes ao caso”


Fonte: Folha max

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