OAB defende que Polícia Federal entre no caso do advogado assassinado em Guajará-Mirim

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O assassinato do advogado no município de Guajará-Mirim/RO no ano de
2012, a OAB pede que a PF passe a investigar o caso



A Ordem dos Advogados de Rondônia (OAB) pretende buscar a federalização
dos inquéritos instaurados pela Polícia Civil, que apura a morte de advogados no
Estado, caso não haja avanço nas investigações. O último caso de assassinato
envolvendo advogado aconteceu na tarde do dia 7 de maio deste ano, em frente
à Câmara Municipal de Cacoal, contra Sidnei Sotele, que foi alvejado com vários
tiros. Como também o assassinato do advogado no município de GuajaráMirim/RO no ano de 2012



O advogado foi morto a queima roupa quando entrava em seu veículo, correu
para o estacionamento do hotel Fênix. O caso ganhou repercussão estadual
O presidente da OAB, Elton Assis, enfatiza que é preciso ter um posicionamento
claro por parte das autoridades do Estado. “Se não houver uma resposta para
esses crimes nós vamos buscar federalização desses inquéritos para que eles
sejam encaminhados e investigados pela Polícia Federal (PF). O que não
podemos admitir é que haja crimes dessa natureza sem serem desvendados os
autores”, enfatizou o presidente.
Sobre o caso da morte do advogado e procurador geral da Câmara de
Vereadores de Cacoal, Sidnei Sotele, o presidente disse que assim que ficou
sabendo do caso, seguiu para o município, distante cerca de 480 Km da Capital,
e em seguida buscou ajuda da Secretaria de Segurança do Estado (Sesdec),
para que fossem tomadas as providências imediatas na elucidação do crime.
“Nós estamos cobrando das autoridades competentes que cheguem até os
responsáveis por esse crime porque isso não pode ser admitido em razão das
circunstancias, ainda mais por se tratar de um crime de pistolagem que tem se
tornado corriqueiro em Rondônia, principalmente no interior”, afirmou Elton
Assis.
Outro crime que também está sendo acompanhado de perto pela OAB é a morte
do presidente da Subseção da Ordem em Cacoal, o advogado Valter Nunes de



Elton Assis informou que a polícia chegou a atuar em uma linha de investigação
e, durante o julgamento no Tribunal do Júri, foi apurado que essa linha de
investigação era equivocada. Ou seja, as pessoas que estavam sendo acusadas
eram inocentes. “A OAB está exigindo das autoridades que prossigam o
inquérito, para apurar efetivamente o que aconteceu e quem foram os mandantes
da morte do advogado. Nós estamos provocando isso junto a Sesdec e a Polícia
Civil, porque queremos resposta”, garante.


 Dr. Luis Bezerra advogava em Guajará-Mirim e era um dos membros da diretoria do Flor do Campo,
no ano do assassinato
Da mesma forma, o presidente afirmou que está cobrando resposta para o caso
do advogado Luis Bezerra de Menezes assassinado a tiros na noite do dia 2 de
março de 2012, dentro de um bar no município de Guajará-Mirim.


Fonte: Rondoniagora