“Atitudes de honestidade causam surpresa no Brasil onde a regra é “levar vantagem”

um caso de honestidade ocorrida em Rolim de Moura, interior de Rondônia, virou notícia e repercute Brasil afora. Andréia de Souza Dias, caixa de uma das casas lotéricas, talvez mais de trinta dias atrás, atendeu um cliente que acabou pagando em duplicidade.

Ela disse que percebeu na hora, mas o cliente, que não teve nome divulgado, insistiu que ainda não havia pagado. No final do expediente, Andréia tinha 100 reais sobrando em seu caixa, prova de que o cidadão realmente tinha se enganado e pagado duplamente. A moça avisou os patrões e o dinheiro ficou guardado, para ser devolvido assim que o dono aparecesse.

Como o tempo foi passando e o cidadão distraído não aparecia, a caixa da casa lotérica resolveu entrar em ação para encontrar o homem e devolver o dinheiro. Ele usou as redes sociais e findou encontrando a foto do homem ao lado de uma amiga e então o processo de restituição do dinheiro ficou fácil.


O fato de alguém praticar um ato de honestidade como fez Andréia não deveria ser pauta para noticiário, já que é presumível ser honestidade regra e não exceção. O que mais chama atenção no caso é a perplexidade das pessoas diante da atitude honesta da jovem caixa. Normal, para os atuais valores morais sociais, deturpado por escândalos, desvio de verbas públicas e toda sorte de vilania, seria que ela se apropriasse do dinheiro.

Entre idas e vindas, Andréia demorou mais de trinta dias para devolver o dinheiro. O cidadão distraído também ficou surpreso; primeiro porque nem se lembrava mais do caso e depois porque como a maioria dos brasileiros “devolver dinheiro não é lá muito comum nos dias de hoje”.

Rádio Interativa FM 
Fonte: Rolim Notícias