Com a exportação de produtos bolivianos a partir de Porto Velho estima-se uma economia de US$ 35 por tonelada

Composta por políticos e empresários do Estado do Beni, da Bolívia, a comitiva esteve reunida com o diretor presidente da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph), Amadeu Hermes Santos da Cruz, na manhã de quinta-feira (11), para retomar as tratativas e estabelecer uma relação comercial entre os países.

Para o presidente, a exportação de produtos cultivados na Bolívia, tais como: soja, milho, madeira, minério, castanha e sal, pode acontecer pelo Porto de Porto Velho. “Os bolivianos podem instalar aqui na Capital um porto soberano, desde que atenda às normas da legislação brasileira vigente, para escoar a produção de diversos itens e reduzir os custos atuais que investem em logística. Atualmente, o volume de cargas que precisa ser exportada é de 4 milhões de tonelada/ano”, explicou Amadeu.

Presidente do Porto de Porto Velho, Amadeu Hermes, explica regras da movimentação portuária

Segundo o empresário Dário Lopes do Grupo BDX Logística, a delegação do Beni entregará ao presidente Evo Morales um relatório apresentando a viabilidade da implantação de um porto soberano.

“Atualmente, os produtos bolivianos exportados são escoados pelo Chile ou Argentina. O comparativo de uma tonelada enviada de Santa Cruz de La Sierra para a Costa Leste do Estados Unidos da América, Caribe e Europa, passando pelo Canal do Panamá, custa em média US$ 125. Ao sair de Porto Velho o custo cai para US$ 90 para a mesma quantidade de produto, além de reduzir o tempo pela metade”, explica o empresário.

O gestor afirma que a logística representa uma fatia muito grande e fundamental para o agronegócio como um todo. “Construir essa relação oportunizará o desenvolvimento da região, geração de emprego e renda para o Estado. O cenário é muito maior que a geração de lucro para a iniciativa privada, com previsão de gerar mais de 1500 vagas de trabalho”, detalhou Dário.