O corpo da travesti assassinada em São Carlos (SP) foi levado para Manaus (AM) na madrugada desta quarta-feira (18) após amigos se reunirem para pagar o traslado que custou R$ 6 mil.
A travesti Bruna Torres, de 26 anos, foi encontrada morta com as mãos e os pés amarrados às margens de uma rodovia no domingo (15).
A jovem estava com o pescoço quebrado e apresentava sinais de violência no rosto, com hematomas na região dos olhos e sangramento pela boca e nariz. A Polícia Civil investiga o crime e, por enquanto, ninguém foi preso.
Segundo a família, a previsão é que o corpo de travesti chegue a Manaus por volta da meia-noite. O velório e sepultamento devem ocorrer na quinta-feira (19).
Família quer enterro em Manaus
Segundo a sua irmã mais velha, Juscilene Lima, a família não a via pessoalmente há, pelo menos, 3 anos e meio. Por isso os parentes querem que ela seja enterrada em Manaus, onde moram.
“A gente quer ver o corpo, já que em vida a gente não pôde fazer isso em quase quatro anos. A gente quer fazer um enterro digno e dar um último adeus pessoalmente. Para uma mãe, é difícil a perda de um filho, principalmente quando estão há muito tempo sem se verem”, disse.
A família entrou em contato com os colegas de Bruna em São Carlos para iniciar os procedimentos de transferência do corpo porque não tem como pagar os custos do translado. “A gente não tem de onde tirar, ainda mais um dinheiro assim em cima da hora”, afirmou.
O corpo de Bruna foi encontrado às margens da Rodovia Deputado Vicente Botta (SP-215) por funcionários do Departamento de Estradas e Rodagem (DER).
Segundo a Polícia Civil, ela foi identificada na terça-feira (17). Preliminarmente foi feito um reconhecimento por amigos a partir de fotos, já que os familiares não teriam condições de vir de Manaus para São Carlos fazer o reconhecimento presencial. Depois, uma testemunha fez o reconhecimento do corpo.
Último contato no aniversário
Juscilene disse que a última vez que Bruna conversou com a mãe foi no dia do seu aniversário, 3 de setembro e não contou nada que levantasse suspeitas. “Ela estava feliz e sorridente, como sempre foi. Ela nunca foi de reclamar de nada nem falar de ninguém.”
Segundo ela, a irmã não tinha inimigos declarados e nunca reclamou de ameaças, o que deixa a família sem ideia do que possa ter acontecido.
“Foram procurar já no domingo de tarde porque viram uma reportagem. Minha mãe foi avisada só na segunda-feira de tardezinha. A gente não sabe motivo, causa, se foi rixa, se foi cobrança”, contou.
Ela espera que o assassino seja localizado para evitar que novos crimes aconteçam.
“Para ser bem sincera, não vai adiantar eu dizer que quero que o culpado pague por isso, porque não vai trazer ela de volta. Só a Deus cabe a justiça. Quero que encontrem quem fez para, pelo menos, a pessoa ou as pessoas não fazerem de novo porque provavelmente outras pessoas estejam correndo risco, principalmente as colegas dela .



Fonte: G1 noticias
Postagem Anterior Próxima Postagem