Embora o caso corra em segredo de justiça, o jornal confirmou que, na semana passada, o professor Antônio Mantelli foi condenado a 31 anos de prisão por supostos crimes sexuais contra menores.
A decisão é da 1ª Vara Cível de Vilhena e cabe recurso.
Em abril deste ano, o educador pioneiro em Vilhena foi preso, acusado de abusar de dois meninos, um deles considerado “de rua”. Na época, Mantelli rebateu todas as acusações, mas foi mantido na cadeia.
Após a decisão, ele saiu da Cadeia Pública e foi transferido para o presídio Cone Sul, que fica nos arredores da cidade.
Quando foi preso, o professor concedeu entrevista e argumentou: “Trabalhei durante 40 anos e ocupei vários cargos, inclusive de diretor escolar. Você acha que se eu atacasse crianças, isso não teria sido revelado?” 
O QUE DIZ A DEFESA
O criminalista Roberto Maílho, que representa Mantelli, disse que irá entrar com um recurso pedindo a liberdade do pioneiro. Ele considera que, à luz da legislação atual, a pena aplicada foi excessiva.
O advogado também pretende alegar, no HC, a ser impetrado no Tribunal de Justiça de Rondônia, que Mantelli tem 72 anos, está doente e que a soltura dele atende a “razões humanitárias”.

Fonte: Folha do Sul