Apesar da guerra de informação que cerca as eleições na Bolívia, no próximo domingo (20), o presidente Evo Morales continua favorito para conquistar em 2019 seu quarto mandato consecutivo. Segundo a Rede Telesur, uma pesquisa do instituto Ipsos atribui ao atual mandatário 40% da preferência do eleitorado. Em seguida aparecem dois candidatos conservadores: Carlos Mesa, com 22%, e Óscar Ortiz, com 10%. Mesa foi vice-presidente no governo do presidente Gonzalo Sánchez de Lozada. Mesa assumiu a presidência depois da queda de Lozada em 2004, após protestos e distúrbios no país.
Segundo a pesquisa, Evo Morales venceria com grande vantagem no primeiro turno, nos departamentos de Beni, Cochabamba, La Paz, Oruro, Potosí e Tarija. O mandatário se reelege no primeiro turno se conseguir 50% mais um dos votos ou se, com mais de 40%, conseguir vantagem de 10 pontos sobre o segundo colocado.
Em entrevista a Leonardo Wexell Severo, no blog ComunicaSul, a presidenta do Senado da Bolívia, Adriana Salvatierra, afirmou que as eleições do próximo dia 20 de outubro em seu país serão “um marco”, porque refletem “as tensões vividas nos processos da América Latina entre o aprofundamento da democracia política e econômica ou as limitações que podem deixar a administração de um novo modelo”.
“Há uma tensão entre o velho que não termina de morrer e o novo que não termina de nascer” Adriana Salvatierra, presidenta do Senado (Foto: Tito Amorim)
A disputa não é simples, diz a líder. “Há uma tensão entre o velho que não termina de morrer e o novo que não termina de nascer.” Ela afirma que Carlos Mesa foi “presidente da Bolívia que tinha de optar pela caridade internacional”.
Segundo a senadora de 29 anos, mais jovem jovem parlamentar a presidir o Senado em seu país, o “período neoliberal, de 1985 a 2005, deixou o Produto Interno Bruto com US$ 9,5 bilhões, enquanto este ano, sob o comando do presidente Evo Morales, será encerrado com um PIB de US$ 43 bilhões”.
Ela afirmou que isso só foi possível pelo “resgate da soberania nacional”, por meio da recuperação do controle dos recursos naturais estratégicos do país pelas empresas do Estado que, desde 1985, haviam sido privatizadas e capitalizadas.
Destacou também na entrevista o compromisso histórico de Evo Morales com a luta das mulheres. “Desde muito cedo Evo estimulava e impulsionava para que a lista do Movimento ao Socialismo (MAS), especialmente no trópico de Cochabamba, fosse paritária entre homens e mulheres. Ou seja, há uma construção por detrás disso.”
De acordo com ela, foram “constitucionalizados os princípios de paridade e equidade de gênero no período constitucional seguinte”. Apenas em 2014, disse, as mulheres obtiveram paridade efetiva na representação, com 51% da Assembleia nacional, entre deputadas e senadoras.



Fonte: Redebrasilatual
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