Embora o clube negue qualquer negociação oficial, acabou se tornando notícia nacional, uma eventual intenção do clube de futebol de Guajará Mirim, de contratar o goleiro Bruno. Aquele mesmo!  O Guajará estaria pensando em negociar com o atleta, condenado por ter sido o mentor de um dos crimes mais terríveis da recente história do país? Destacada pela imprensa nacional, a informação é negada pelo clube, embora se saiba, é claro, que uma noticia dessas não surja do nada. Bruno era rico e famoso, até que decidiu mandar matar a ex amante, com quem teve um filho, para não pagar pensão alimentícia. O cadáver da jovem até hoje não foi localizado. Bruno foi condenado a mais de 20 anos de cadeia, mas cumpre parte da pena em regime semiaberto. Tentou assinar com vários clubes, país afora. Mesmo depois de acordos salariais feitos, as torcidas dos clubes se rebelaram e não aceitaram a contratação. O caso do assassinato de Eliza Samudio, começou em 2010, quando a mulher, que tinha um filho com o goleiro  Bruno, do Flamengo, um dos mais importantes jogadores do futebol brasileiro na época, desapareceu misteriosamente. As investigações apontaram para um crime cruel, em que a jovem teria sido assassinada, seu corpo esquartejado e enterrado sob uma camada de concreto. Bruno Fernandes foi condenado a 20 anos e nove meses de prisão. Não foi julgado pela ocultação do cadáver, porque o crime prescreveu. Durante várias semanas e nos anos seguintes, o brasileiro foi exposto a detalhes recheados de crueldade, maldade, frieza, com que os envolvidos no assassinato agiram. Tal como o caso da jovem Suzana Von Richthofen, que ajudou a matar os pais, Bruno caiu no ideário popular como responsável por um dos mais assustadores crimes de todos os tempos.
Condenado em 2012, Bruno foi autorizado pela Justiça, para trabalhar durante o dia e dormir na prisão. Desde lá, tem tentado voltar ao futebol, obviamente em pequenos clubes. Nas tentativas já feitas, mesmo com acordos  alinhavados, ele  acabou não fechando as negociações para voltar a praticar sua profissão, porque as torcidas não o aceitaram. Reações duríssimas pelas redes sociais, fizeram com que as diretorias dos times, desistissem de ter um dos mais consagrados atleta do futebol brasileiro, para defender suas cores. O problema poderia se repetir aqui mesmo. O presidente do clube rondoniense, Lauro Evangelista, reconhece que a contratação, se houvesse, seria polêmica, até porque parte da torcida já se manifestou contrária, pelas redes sociais. Para ele, Bruno já cumpriu sua pena e tem direito de voltar à sociedade. “Ele já pagou por sua culpa e agora só pode ser julgado por Deus”, disse ao site G1.  Mesmo assim, a direção do clube votou atrás e avisou que não há negociação com o atleta. Esse é, desde que surgiu, o único assunto da cidade fronteiriça. Bruno viria, junto com toda a sua carga de problemas ou será que, outra vez, rechaçado pelos torcedores, não conseguirá outra vez voltar à sua profissão?

Fonte: SÉRGIO PIRES


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