O anúncio de minha intenção em sair candidato à vereador tem dado o que falar na cidade. Já tem gente do metié político com receios e ciúmes. Isto porque este simples anunciar tem sido bem aceito pelos cidadãos de bem de Guajará-Mirim e suas famílias, aos quais agradeço o apoiamento incondicional. Também nas conversas do dia-a-dia com a chamada gente do povo descobri que possuo sintonia com as pessoas com quem tenho falado sobre meus sonhos, projetos e ideais para a cidade.

Decidi participar do processo eleitoral. A atividade política é a minha maior vocação, mas sempre me recusei a transformá-la em negócio. Membro fundador do PT no longínquo 1985, estou filiado ao PDT desde 1990. Trinta e cinco anos de batalha política e apenas agora, quando presumo que reuni os preparos intelectual e moral precisos, aliados à maturidade de vida que adquiri, é que decidi ofertar meu nome para a população.

Tenho consciência que é difícil uma candidatura como a que proponho, mas estou seguro de que tudo vai depender dos princípios de moral que cultivei durante toda minha vida. Meu passado é limpo. Não possuo passagens pela polícia como alguns dos pré-candidatos. Não tenho folha corrida policial. Ninguém nunca viu ou escutou falar de meu nome envolto em badernas e arruaças. Sempre fui um cara amante da paz e do bom convívio entre amigos.

O que espero de minha campanha é que seja um símbolo de garra e vontade de fazer política. Que seja um mecanismo de mudança nas consciências do povão ainda ingênuo que infelizmente não consegue enxergar na política a importância que tem para suas vidas. Explico esta sentença no próximo tópico.

Segundo Jaques Rousseau, a escravidão é imposta pela violência, mas se perpetua pelo comodismo. Minha consciência jamais me cobrará pela omissão, uma vez que tenho tratado de todas as formas combater tudo de errado que ocorre na coisa pública. A corrupção do sistema começa pelo comodismo dos cidadãos. Sempre me recusei a fazer parte do conjunto social daqueles que se acomodam e preferem ficar vendo tudo parados com cara de viado, como cantava o poeta Raul Seixas em “Capim Guiné”.

Donde conclui-se que a maioria das pessoas desta cidade parece que valorizam a mesmice. Em outras palavras, nas últimas eleições a maioria do populacho tem sido medíocre ao colocar seu voto nas urnas. Prefere votar nos esgotos políticos que flutuam entres as águas límpidas da sensatez que ainda existe, apesar dos maus contágios. O voto de cabresto ainda é prática comum na cidade e os leprosos morais ainda vão tocando o rebanho da forma que bem entendem.

Contudo, espero atingir consciências e aguardar que as pessoas, uma vez tocadas pelos lúcidos sentidos, revejam seus conceitos e acabem fazendo uma tomada de decisão que possa de fato influir no progresso e nas melhorias de vida para todos nós.

Para prefeito estarei no mesmo palanque que o presidente da Câmara, advogado Sérgio Bouez. Votar em Sérgio Bouez para mim é um ato de justiça. Como cidadão e político, nunca teve seu nome envolto em qualquer tipo de falcatrua. Pelo que já efetuou em prol da cidade tanto na Câmara como na prefeitura quando foi prefeito biônico, é o único que merece o voto de confiança dos cidadãos.



Postagem Anterior Próxima Postagem