Ministro criticou STF por dar prosseguimento a inquérito das fake news

Abraham Weintraub comparou ação da PF ao nazismo Foto: Reprodução

No dia em que a Polícia Federal cumpre 29 mandados de busca e apreensão no inquérito das fake news, que apura ataques a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF ), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, associou a operação ao nazismo.

– Hoje foi o dia da infâmia, vergonha nacional. Profanaram nossos lares e estão nos sufocando. Sabem o que a grande imprensa oligarca/socialista dirá? SIEG HEIL! – escreveu ao lado de uma foto da Alemanha nazista.

A expressão em alemão significa “Salve vitória” e era muito usada durante o período nazista na Alemanha.

Em outra publicação, também nesta quarta, Weintraub relata que cresceu escutando que familiares seus foram perseguidos pelo nazismo e que a polícia do regime entrava nas casas de inimigos do nazismo.

– Nesse momento sombrio, digo apenas uma palavra aos irmãos que tiveram sues lares violados: LIBERDADE – disse.

Ao determinar medidas contra políticos, empresários e ativistas bolsonaristas, o ministro do STF Alexandre de Moraes citou a suspeita de participação do suposto gabinete do ódio.

Weintraub também está no alvo do STF por causa de suas declarações na reunião ministerial de 22 de abril. Ele disse que botaria todos na prisão, “começando pelo STF”. Após defender cadeia aos ministros, Weintraub disse que falava de “alguns, não todos”.

Na terça-feira (26), Moraes mandou Weintraub prestar depoimento em cinco dias à Polícia Federal por causa da afirmação. O ministro afirma que há “indícios de prática” de seis delitos.

*Folhapress

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