Anticorpo desenvolvido ataca o vírus nos doentes e consegue neutralizá-lo

Pesquisadores israelenses encontraram anticorpo capaz de destruir coronavírus Foto: FE/Jakub Kaczmarczyk

O Instituto de Pesquisa Biotecnológica de Israel, integrado ao Ministério da Defesa, anunciou que desenvolveu um anticorpo para o coronavírus SARS-CoV-2. O país agora se prepara para registrar a patente e diz que em breve entrará em contato com empresas farmacêuticas para a produzir em escala comercial.

Em comunicado conjunto com o ministério, o centro de pesquisa afirma que o anticorpo desenvolvido ataca o vírus nos doentes e consegue neutralizá-lo.

– De acordo com os pesquisadores do instituto, liderados pelo professor Shmuel Shapiro, a fase de desenvolvimento do anticorpo foi concluída – diz a nota.

O ministro da Defesa israelense, Naftali Benet, visitou o laboratório do instituto em Ness Ziona, ao Sul de Tel Aviv, onde foi apresentado ao anticorpo, “que ataca o vírus de forma monoclonal”, e classificou a descoberta como “um feito espantoso”.

– Estou orgulhoso do pessoal do Instituto de Pesquisa Biotecnológica por este avanço. A criatividade e a mente judaica levaram a esta incrível conquista. Todo o aparelho de segurança continuará a funcionar na linha da frente (da luta contra) o coronavírus – declarou o ministro.

O comunicado não esclarece se foram realizados testes do anticorpo em humanos. Funcionários de alto cargo da pasta disseram à estação de rádio estatal “Kan” que a descoberta é a primeira do tipo em nível mundial.

Segundo o portal “Times of Israel”, existem cerca de cem equipes de pesquisadores no mundo à procura de uma vacina contra o novo coronavírus que causou uma pandemia que paralisou o mundo, e cerca de 12 delas estão nas fases iniciais dos testes em humanos.

Especialistas alertaram em março que, se uma vacina for desenvolvida, serão necessários pelo menos 18 meses para ficar disponível, embora algumas estimativas sejam ainda mais pessimistas.

O Instituto de Pesquisa Biotecnológica se dedica, entre outras questões, a pesquisar sobre armas químicas e buscar antídotos para elas. Em março, o jornal “Haaretz” afirmou que este centro havia avançado consideravelmente na busca por uma vacina, mas o Ministério da Defesa desmentiu a informação e declarou que confirmará o fato quando puder.

*Com informações da agência EFE

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