Forças Armadas veem possível crise caso telefone seja apreendido

Ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, concorda com a nota emitida na sexta (22) pelo general Augusto Heleno, na qual o chefe do Gabinete de Segurança Institucional falou de “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional” por ato do Supremo Tribunal Federal.

Heleno criticou o envio para avaliação da Procuradoria-Geral da República (PGR), pelo ministro Celso de Mello, de um pedido para apreensão dos celulares do Jair Bolsonaro e de seu filho Carlos, no âmbito do inquérito que apura suposta interferência política do presidente na Polícia Federal.

Segundo ele, contudo, tais consequências não seriam um golpe ou uma intervenção militar, mas sim uma crise institucional.

Para Azevedo, ela existe como risco, já que considera que a harmonia entre Poderes é “uma via de mão dupla”.

No entender do ministro, que falou primeiro sobre o caso na noite de sexta à CNN Brasil, o celular do presidente é uma questão de “segurança institucional”. Ele afirmou estar “bastante preocupado com o clima de tensão entre os Poderes”.

No último mês, o ministro editou duas notas reafirmando o compromisso das Forças com a Constituição. Também exortou a coexistência entre Poderes, num recado ao Supremo e ao Congresso.

Como o jornal Folha de S.Paulo mostrou, uma série de decisões contrárias ao presidente, no Legislativo mas principalmente no Judiciário, estão sendo vistas como excessivas pelos fardados. Até aqui, a mais grave na visão deles fora a liminar barrando a posse de Alexandre Ramagem na PF.

*Folhapress

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