Partidos são obrigados a ter 30% de candidatura de um dos gêneros

Deputada federal Caroline de Toni quer acabar com cota feminina nas eleições Foto: Câmara dos Deputados/Pablo Valadares

A deputada Caroline de Toni (PSL-SC) apresentou recentemente um projeto de lei para por fim à cota que obriga partidos a lançarem, no mínimo, 30% de candidaturas de algum dos gêneros, que no Brasil, devido à tradição masculina, serviu para inserir mulheres na política. Em sua opinião, trata-se de uma forma diferenciada de tratamento, o que é contra a legislação.

No PL, a deputada sugere deixar cada partido decidir quantas mulheres serão lançadas como vereadoras ou deputadas. Ainda segundo ela, “é inegável que infelizmente apenas uma parcela muito pequena das mulheres, de fato, se interesse por desenvolver atividade político-partidária”.

– Se a maioria das mulheres não se interessa pela política, obrigá-las a concorrer não vai mudar essa realidade – disse em entrevista ao Estadão/Broadcast.

A parlamentar também questiona a suposta a “representatividade” das mulheres na política, uma vez que elas estão em espectros políticos diferentes.

– O argumento usado para a criação da cota, de que ela aumentaria a representatividade da mulher na política, é falso, visto que diferentes mulheres possuem diferentes opiniões, as quais podem ser representadas por pessoas de ambos os sexos – disse.

Ela disse ainda que a obrigatoriedade em lançar mulheres na política faz com que, muitas vezes, pessoas desinteressadas concorram apenas para cumprir a exigência da cota.

– Em suma, essa exigência acaba obrigando pessoas que não têm a mínima vontade de entrar na política a colocar o nome para preencher o requisito legal. Se a maioria das mulheres não se interessa pela política, obrigá-las a concorrer não vai mudar essa realidade – apontou.

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