Pai de acusado de estupro é alvo por esquema de R$ 300 milhões em Alagoas
11/07/2026
(Foto: Reprodução) Foragido por dopar e estuprar jovem em AL é preso
O pai de Victor Bruno da Silva, de 19 anos, preso nesta sexta-feira (10) por estuprar e tentar matar Maria Daniela Ferreira, de 18, é investigado pela Polícia Civil por suspeita de chefiar uma organização criminosa que movimentou mais de R$ 300 milhões em quatro anos.
José Vieira é apontado pela investigação como responsável pelo esquema, que também é suspeito de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e fraudes.
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Victor Bruno é acusado de estuprar, espancar e tentar matar Maria Daniela Ferreira após uma confraternização escolar realizada em dezembro de 2024, em Coité do Noia, no Agreste de Alagoas. A vítima ficou cinco dias em coma e sofreu sequelas neurológicas, cognitivas e psiquiátricas.
De acordo com a Polícia Civil, foram cumpridos dois mandados de prisão contra ele: um pelos crimes cometidos contra a jovem e outro por fraude financeira.
Em nota, a defesa de José Vieira afirmou que recebeu a investigação com serenidade, disse confiar na Justiça e informou que ainda não teve acesso integral aos autos. Os advogados afirmaram que as acusações serão respondidas no processo. (veja a nota ao final da reportagem)
De acordo com a Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), responsável pela apuração há sete meses, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (10). Os alvos foram imóveis de familiares e empresas ligadas ao grupo, como lojas de carros e motocicletas.
Durante a operação, a polícia apreendeu:
cerca de R$ 90 mil em dinheiro;
dois veículos;
celulares e computadores;
documentos relacionados à movimentação financeira das empresas.
Segundo o delegado Igor Diego, todo o material será analisado para identificar a possível participação de outros familiares nos crimes financeiros.
Prisão de Victor Bruno
Victor Bruno da Silva no momento da prisão, quase um ano e sete meses após o crime.
Reprodução/ Tv Asa Branca Alagoas
A operação contra o esquema financeiro foi decisiva para localizar Victor Bruno, que estava foragido pelo crime de estupro.
"A família, percebendo que o cerco estava completamente fechado, decidiu colaborar e dizer onde ele estava sendo escondido", afirmou o delegado.
Após ser localizado, o acusado foi levado ao Fórum de Taquarana para uma audiência. Em seguida, a polícia cumpriu um mandado de prisão temporária por crimes financeiros e o mandado de prisão preventiva a que ele já respondia por estupro.
Sobre os rumores de que políticos teriam ajudado na fuga, o delegado afirmou que não há elementos que comprovem essa participação. A demora na captura ocorreu porque o acusado mudava de esconderijo constantemente, sempre que vídeos sobre seu possível paradeiro viralizavam nas redes sociais.
Entenda o caso
Maria Daniela Ferreira Alves, vítima de estupro e asfixia em Coité do Noia
Reprodução/Redes sociais
Victor Bruno da Silva é acusado de estuprar, espancar e tentar matar Maria Daniela Ferreira, de 18 anos, após uma confraternização escolar em dezembro de 2024, em Coité do Noia, no Agreste de Alagoas.
Segundo a investigação, a jovem foi levada para uma chácara da família do acusado, onde teria sido dopada, estuprada e agredida. Horas depois, deu entrada em uma unidade de saúde com traumatismo craniano grave e sinais de violência sexual.
Maria Daniela ficou cinco dias em coma e 19 dias internada. Laudos do Instituto Médico Legal (IML) confirmaram o estupro com uso de força física e a presença de substâncias psicoativas no organismo da vítima. Desde então, ela convive com sequelas neurológicas, cognitivas e psiquiátricas.
Quase um ano e sete meses após o crime, a prisão preventiva finalmente foi cumprida.
O que diz a defesa de José Vieira
Victor Bruno, acusado de estupro, e o pai, José Vieira, investigado por organização criminosa.
Reprodução/Redes sociais
Em nota, a defesa de José Vieira afirmou que recebeu a investigação com serenidade e reafirmou a confiança na Justiça. Os advogados disseram que ainda não tiveram acesso integral aos autos e, por isso, não podem se manifestar detalhadamente.
A defesa ressaltou que a investigação não significa condenação e que as informações divulgadas representam uma versão preliminar, que será contestada com documentos e esclarecimentos no processo.